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Câncer de Mama Masculino
Câncer de Mama e TRH
O Que São as Calcificações na Mama e Quais os Riscos de se Tornarem um Câncer?
Linfonodo Sentinela
Linfedema de Membro Superior
Reabilitação e Exercícios Físicos Pós-mastectomias
Conclusão

Artigos de Atualizações

 

 

 

Câncer é a palavra que designa um tumor maligno. Nada mais é do que a transformação de células normais em células doentes, que deixam de desempenhar suas funções e não obedecem aos mecanismos de regulação do organismo, proliferando de maneira desorganizada perturbando o bom funcionamento dos órgãos afetados. Metástase é um implante de células tumorais em um outro órgão ou tecido distante do tumor primário.

O Câncer de mama, mesmo com todas as campanhas, ainda representa um grave problema de saúde pública, ocupando a primeira posição em incidência e em óbito por câncer em mulheres. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que para o ano de 2005 o Câncer de Mama será responsável por 49470 casos novos e mais de 10000 mortes femininas.
Muitas vezes, apresenta-se como um nódulo ou caroço duro e irregular que, quando palpado, se diferencia do resto da mama, pela sua consistência. Outras vezes, apresenta-se em uma forma sub-clínica, podendo ser detectado somente por meio de exames de imagem.

O câncer de mama possui fatores de risco:

São eles:
- genéticos
- irradiação
- dietéticos
- hormonais

* idade da primeira menstruação ( maior chance de ocorrer <12 anos)
* idade da primeira gestação (maior chance de ocorrer >35 anos)
* nuliparidade
* obesidade, principalmente após a menopausa(última menstruação)

As causas de câncer de mama ainda não estão completamente definidas, contudo sabe-se que mulheres com parentes de 1º e 2º graus com câncer de mama, história de câncer de mama bilateral e câncer de mama em homens na família possui uma maior chance de desenvolver alterações e portanto precisam estar atentas.

O uso de anticoncepcionais orais durante o príodo fértil e da reposição hormonal no climatério ainda são alvo de muita discussão, no que diz respeito a sua correlação com o câncer de mama.

Fatores de proteção:

- idade precoce da primeira gestação
- exposição reduzida a hormômios
- exercícios físicos regulares
- amamentação
- realização do auto-exame

Sinais e Sintomas mais Freqüentes:

- aparecimento de nódulo ou endurecimento da mama ou embaixo do braço;
- mudança no tamanho ou formato das mamas;
- alteração da textura ou cor da pele da mama ou aréoa;
- secreção contínua por um dos ductos mamários;
- retração da mama ou do mamilo;
- abaulamento ou distorão da pele da mama.

O diagnóstico do Câncer de mama:

RECOMENDA-SE:

1- visita ao mastologista pelo menos uma vez ao ano( ou semestralmente se o médico solicitar);
2- realizar uma mamografia anual após os 40 anos;
3- realizar o auto-exame mensalmente

exame clínico


Deve ser feito com:

Auto-Exame

O que é o Auto-Exame?
É o exame das mamas efetuado pela própria mulher. É conhecendo suas mamas que você pode verificar qualquer alteração.

Quando fazer?
Faça o auto-exame uma vez por mês.
A melhor época é logo após a menstrução, do 5º ao 8º dia do ciclo. Para as mulheres que não menstruam mais, o auto-exame deve ser feito num mesmo dia de cada mês, como por exemplo todo dia 15.

O que procurar?

Diante do espelho:
· Deformações ou alterações no formato das mamas
· Abaulamentos ou retrações
· Ferida ao redor do mamilo

No banho ou deitada:
· Caroços nas mamas ou axilas
· Secreções pelos mamilos

Como examinar suas mamas?

Diante do espelho:
Eleve e abaixe os braços.Observe se há alguma anormalidade na pele, alterações no formato, abaulamentos ou retrações.

Durante o banho:
Com a pele molhada ou ensaboada, eleve o braço direito e deslize os dedos da mão esquerda suavemente sobre a mama direita estendendo até a axila.Faça o mesmo na mama esquerda.

Deitada:
Coloque um travesseiro debaixo do lado esquerdo do corpo e a mão esquerda sob a cabeça. Com os dedos da mão direita, apalpe a parte interna da mama. Inverta a posição para o lado direito e apalpe da mesma forma a mama direita.

Com o braço esquerdo posicionado ao lado do corpo, apalpe a parte externa da mama esquerda com os dedos da mão direita.

A T E N Ç Ã O:
Caso você encontre alguma das anormalidades citadas, lembre-se que é importante procurar um serviço médico: os ambulatórios, postos e centros de saúde pública podem ajudá-la. Quanto mais cedo melhor! Além disso, caso você, por qualquer motivo, procurar seu médico, peça-lhe para que examine também suas mamas. E se for solicitada uma mamografia, exiga o selo de qualidade no relatório do seu exame. Este é a garantia de um exame confiável.


INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER
SOCIEDADE BRASILEIRA DE MASTOLOGIA
Ministério da Saúde



Pode esclarecer os achados do auto-exame. Você será submetida pelo mastologista a um criterioso exame clínico das mamas, onde fará perguntas sobre seu histórico pessoal e familiar, além da palpação das mamas.
auto-exame.

mamografias

É o principal exame das mamas, realizado através de raios X específicos para examiná-las. É um exame preciso e pode indicar o tamanho, local e características de lesões com poucos milímetros e que não poderiam ser sentidas na palpação.
Recomenda-se fazer uma mamografia dos 35 aos 40 anos e após os 40 anualmente.

› veja a classificação de BIRADS

 

 

ultrassom da mamas


Complementa a mamografia e informa se o nódulo é sólido ou líquido(cisto)

 

punções e biópsias


Punção Biópsia Aspirativa

Tipos:
- PBA (punção por agulha fina): feita através da punção do nódulo e posterior zig-zag da agulha, com o êmbolo da seringa tracionado a fim de obter vácuo e favorecer colheta celular, também pode ser usada para esvaziar cistos.
- "Core Biopsy" (punção por agulha grossa): feita anestesia da pele, seguida de pequena incisão, introduz-se a agulha grossa a fim de obter-se um fragmento tecidual. Pode ser submetido ao estudo anatomopatológico e imunohistoquímico.
- Mamotomia: biópsia guiada por imagem, indicada principalmente para microcalcificações suspeitas.
- Biópsia excisional: retirada cirúrgica de todo nódulo ou lesão, geralmente pequenos.
- Biópsia incisional: retirada de parte de nódulo ou lesão para fim diagnóstico.

 

Curiosidade
DOBI ComfortScanTM System

É um avançado sistema dignóstico por imagem digital que usa luz de alta-intensidade, emitindo diodos associada a uma pressão externa suave para realçar áreas de desenvolvimento vascular comum a tumores malignos na mama. A tecnologia DOBI está baseado em angiogenesis ou alterações vasculares para detectar tumores, o processo ocorre devido um crescimento de uma densa rede de vasos capilares minúsculos, cheios de sangue associados com crescimento neoplásico. Desta neovascularização provêem oxigênio e nutrientes a tumores ativos e são marcadores " fisiológicos " sem igual que revelam a presença de câncer.
Este sistema foi aprovado pelo FDA (Foods and Drugs Admnistrantion) e deverá começar a ser usado.

Os exames deverão ser indicados para cada caso individualmente.

 

Prognóstico:

- estado geral da paciente
- número de linfonodos axilares acometidos
- tamanho do tumor
- invasão de vasos sangüíneos e linfáticos
- acometimento da pele
- acometimento de órgãos distantes
- presença de Her2/neu (cerb B2)
- presença de receptores hormonais (estrógeno e progesterona): são testes de laboratório que poderão ser solicitados pelo médico, depois de realizada a biópsia. Com esta informação, o médico pode decidir se é ou não aconselhável à indicação de um tratamento à base de hormônios.

Tratamento

Cirúrgico

· Tumorectomia:

Visa retirada do tumor com margem de segurança livre de doença (1cm), porém sem comprometer o parênquima mamário. É associada ao esvaziamento axilar, ou seja retirada de lifonodos axilares.

· Quadrantectomia ou Segmentectomia:

Consiste na remoção de um quadrante ou segmento da glândula mamária onde se localiza o tumor maligno. É associada com o esvaziamento axilar. Apesar de comprometer um setor da mama é considerada um tratamento conservador e juntamente com técnicas de mastoplastia oncológica pode ter prejuízos estéticos bastante reduzidos.

· Mastectomias radicais modificadas:

- Patey: é feita remoção da glândula mamária e músculo pequeno peitoral, esvaziamento axilar completo( níveis I,II,III e interpeitoral), além de retirada aponeurose anterior e posterior do músculo grande peitoral
- Madden-Auchincloss: é feita remoção da glândula mamária, esvaziamento axilar completo( níveis I,II,III e interpeitoral), além de retirada aponeurose anterior e posterior do músculo grande peitoral

· Mastectomia Total e Simples:

Consiste na retirada da glândula mamária e da aponeurose anterior e posterior do músculo grande peitoral. Não é feito o esvaziamento axilar. Indicada para casos iniciais não invasivos ou para cirurgias higiênicas.

· Mastectomia Subcutânea:

Retirada da glândula mamária, conservando músculos peitorais e suas aponeuroses, pele e complexo aréolo-mamilar. É uma alternativa ainda em definição para casos de mulheres que possuem alto risco de desenvolver câncer de mama e que queiram de certa forma uma proteção. Neste caso a mama é reconstruída na maioria das vezes com prótese ou retalhos abdominais. É criticada pois pode permanecer tecido mamário residual passível de alterações futuras. Não esta associada com esvaziamento axilar.

· Mastectomia Radical (Halsted):

Consiste na remoção da glândula mamária, músculo grande e pequeno peitoral, esvaziamento axilar completo. Causa grande prejuízo estético à paciente.

· Mastectomia Ultra-radical:

Consiste na remoção da glândula mamária, músculo grande e pequeno peitoral, esvaziamento axilar completo e da cadeia mamária interna. Cirurgia de grande risco para paciente, em desuso.

· Adenomastectomia Subcutânea:

Consiste na remoção da glândula mamária, sem interferir com a pele da mama e posterior colocação de prótese ou tecido autólogo. Pode ou não manter o complexo aréolo-mamilar. Tem sido utilizada de forma profilática em casos de alto risco para câncer de mama. Após a cirurgia pode permanecer cerca de 5 a 10% de tecido mamário.

Os procedimentos cirúrgicos podem em sua maioria serem seguidos de mastoplastias-oncológicas ou reconstruções mamárias para amenizar o prejuízo estético do tratamento.

Quimioterápico

Quimioterapia

Tratamento através de medicamentos especiais que visam destruir ou impedir o desenvolvimento de células cancerígenas. Possuem efeitos colaterais de acordo com cada medicação. Podem causar queda de cabelo, mal-estar, náuseas, vômitos, fraqueza, lesões do tubo digestivos ocasionando aftas e diarréia, além da queda da imunidade. Devem ter doses adequadas para cada paciente e medicamento.

Radioterápico

Radioterapia

É um tratamento que usa irradiação para destruir células cancerígenas.
Utiliza raios de alta energia que têm a capacidade de destruir células cancerosas e impedir que elas se multipliquem. Assim como a cirurgia a radioterapia é um tratamento local. A radiação pode ser interna ou externa.
A radioterapia também pode atingir os tecidos normais causando efeitos colaterais como: fadiga e mal-estar, edemas, vermelhidão da pele, dificuldade para engolir, descamação de pele, coceiras, náuseas e vômitos, falta de apetite, perda de cabelo e aumento da suscetibilidade às infecções.

Hormonioterápico

Hormonioterapia

Consiste no tratamento com substâncias capazes de impedir ou limitar a influência hormonal no processo do câncer de mama. Pode ser feito com substâcias que bloqueiam receptores de estrógeno (Tamoxifeno), outras que inibem a formação estrogênica direta (inibidores da aromatase) ou indiretamente ( análogos do GnRH) e, por fim, deve ser considerada a ooforectomia que também pode ser usada com intuito de diminuir níveis hormonais.

Imunoterápico

Imunoterapia

Tratamento que consiste no uso de medicamentos capazes de agir baseados em conceitos imunológicos, a fim de bloquear a ação de determinados receptores moleculares.

O tipo de tratamento empregado dependerá de cada caso. podendo ser mais ou menos conservador. Hoje dispomos, ainda, da técnica do linfonodo sentinela que permite, em caso de não comprometimento, deixar de realizar o esvaziamento axilar.

Linfonodo Sentinela

A maioria dos tumores que se propaga por via linfática não apresenta uma disseminação linfonodal padrão, de forma que nem sempre o linfonodo mais próximo do tumor é o primeiro a ser comprometido. Isto é especialmente verdadeiro nos casos de melanoma e de câncer de mama. O mapeamento linfático permite identificar qual o primeiro linfonodo que recebe a drenagem do tumor - o LINFONODO SENTINELA (LS) - e, através da sua biópsia, determinar o estado histológico dos linfonodos regionais. Em pacientes com melanoma, vários autores demonstraram que a histologia do linfonodo sentinela prediz com acurácia o estado da cadeia linfonodal, sendo que sua pesquisa e biópsia podem substituir a linfadenectomia total nos casos em que não apresentar metástases. Estudos recentes indicam uma aplicação semelhante desta técnica no câncer de mama, podendo evitar a morbidade da dissecção axilar naquelas pacientes em que o linfonodo sentinela apresentar histologia negativa. Outras potenciais indicações são os tumores de cabeça e pescoço e os de pênis e vulva. Com esta abordagem, a cirurgia oncológica poderá diminuir sua extensão, reservando a ressecção ampla do tumor mais linfadenectomia quando realmente necessário.


Uso intra-operatório do detector portátil de radiação gama(probe)
para localização do linfonodo sentinela


Uso intra-operatório do detector portátil de radiação gama(probe)
para localização do linfonodo sentinela- tcnica medicina nuclenar usando Tecnécio marcado


Técnica com Azul Patente


Prognóstico:

- estado geral da paciente
- número de linfonodos axilares acometidos
- tamanho do tumor
- invasão de vasos sangüíneos e linfáticos
- acometimento da pele
- acometimento de órgãos distantes
- presença de receptores hormonais (estrógeno e progesterona)
- presença de Her2/neu (cerb B2)
- dosagem de ciclina E

Seguimento

O seguimento, além de controlar os resultados dos tratamentos a que você for submetida, pode incluir algumas medidas adicionais, tais como reabilitação e aconselhamento. Seu médico indicará a melhor hora para tomar estas medidas e lhe indicará não só quando e porque realizar exames complementares, como também os profissionais que julgar apropriado para darem continuidade ao seu processo de recuperação.
Existem variações individuais e seu médico irá programar e prescrever o tipo de seguimento que melhor se adapte ao seu caso.

Câncer de Mama Masculino

Os homens também podem ser acometidos por patologias mamárias, apesar de menos freqüentemente. Tanto na adolescência quanto na senilidade pode correr um aumento do tecido mamário, sendo a alteração mais comum no sexo masculino, proporcionando uma grande semelhança com a mama feminina, para isto foi criada a expressão ginecomastia.
O câncer de mama acomete a população masculina em 1%, sendo considerado uma identidade rara. Segundo o American Cancer Society 1300 novos casos de câncer de mama masculino vão ser diagnosticados e 400 casos falecerão em 2003 nos Estados Unidos. (Comparando-se com as estatísticas femininas espera-se o diagnóstico de câncer de mama em um número de casos 100 vezes maior que o masculino, e o óbito de 38200 mulheres em 2003 nos EUA).

Câncer de mama e TRH

O risco de desenvolvimento de câncer de mama parece aumentar de modo significante com o tempo de uso da medicação, especialmente nos regimes combinados contínuos, onde se empregam diária e concomitantemente estrogênios e progestogênios. No estudo WHI ( “Women’s Health Initiative” ) este risco só foi observado depois de um tempo médio de seguimento de 5,2 anos, como já havia sido relatado em outros estudos. O uso da TRH deve ser particularizado.

O Que São as Calcificações na Mama e Quais os Riscos de se Tornarem um Câncer?

Nódulos mamários podem apresentar calcificações, visíveis ao exame de mamografia. Lesões mamográficas com sinais secundários de malignidade, como microcalcificações, estão associadas com câncer ao redor de 20-30% dos casos.

Em outras palavras, em dois terços das vezes a biópsia nesses casos vem negativa. Nessas situações, de nódulo não palpável mas de alteração mamográfica suspeita, é importante retirar cirurgicamente toda a área de risco mostrada na mamografia, o que pode resultar numa setorectomia e deformação da estética mamária.

A forma adequada de biópsia exige localização prévia da área suspeita com agulhamento em equipamentos radiográficos apropriados e posterior radiografia da peça cirúrgica no mesmo tempo operatório, para se confirmar a remoçãodo tecido suspeito.
Fonte: Câncer da Mama - 1ª. Ed. - 1994.

Linfedema de Membro Superior (Edema Linfático do Braço)

É o edema (inchaço) do membro superior do lado em que foi feita a retirada total ou parcial dos gânglios linfáticos da axila na cirurgia ou a irradiação dos mesmos, devido a dificuldade da drenagem de linfa ( excesso de líquidos e substâncias), sendo que até 1/3 das pacientes operadas e/ou irradiadas na axila podem desenvolver linfedema de membro superior.

Prevenção

A melhor forma de se lidar com linfedema é evitá-lo. Agressões a deixar o(s) membro(s) com pouca capacidade de drenagem pode(m) acarretar o edema ou o aumento dele, portanto, deve-se evitar a exposição do(s) mesmo(s) a estas agressões, como por exemplo:

· Retirar cutícula das unhas;
· Ferir-se com faca na cozinha;
· Manipular substâncias tóxicas, como desinfetantes, sem luvas;
· Usar cremes de depilação que possam causar alergia;
· Comprimir o(s) membro(s), como ao medir pressão e usar relógios ou anéis apertados;
· Queimaduras diversas;
· Mordidas de insetos;
· Calor excessivo (como fornos e panelas quentes);
· Fazer jardinagem sem luvas;

OBS: Esses cuidados são necessários apenas com o(s) membro(s) acometido(s).

Tratamento

A forma correta de se tratar um linfedema é aumentando a oferta de vasos disponíveis (estimular circulação colateral) e a função dos gânglios e vasos linfáticos existentes. Nos casos de cirurgias oncológicas, os linfonodos da axila, virilha ou pelve podem ter sido total ou parcialmente retirados.
Este tratamento consiste de medicação adequada, fisioterapia especializada e atividade física regular (preferência natação ou hidroginástica) e deve ser feito o mais precocemente possível, uma vez que o linfedema tende a aumentar com o tempo, tornando-se mais duro (fibrose) e mais propenso a episódios de infecções (erisipelas).
É importante saber que a manutenção dos resultados obtidos com o tratamento depende de você, que deve manter o uso regular das malhas elásticas compressivas, se necessário após o tratamento, assim como o hábito de fazer as atividades físicas iniciadas durante o tratamento. Saiba que técnicas comuns ou não especializadas de fisioterapia (calor, frio, choque, etc.) não vão funcionar nos casos de linfedemas, porém todos respondem bem a tratamentos corretamente prescritos e administrados.

 

Reabilitação e Exercícios Físicos Pós-mastectomias

A prática de alguns exercícios físicos básicos pela paciente orientados pelo mastologista ou fisioterapeuta, podem prevenir a formação de linfedema pós-operatório como também favorecerá um reestabelecimento dos movimentos de forma mais rápida.
A mulher mastectomizada poderá sentir uma certa dormência ou formigamento no local da mama estirpada e no braço do lado operado, que desaparecerá pouco a pouco e se deve as desinserções musculares e pela eventual secção de terminações nervosas,
A reabilitação poder-se-á iniciar nas primeiras 24-48 horas após a cirurgia, paratanto deverá seguir alguns exercícios:

1- subir dedilhando a parede com o braço estendido;
2- elevar braços estendidos segurando um bastão acima da cabeça;
3- movimentos de rotação com o membro operado;
4- tentar dobrar o braço a fim de alcançar o meio das costas;
5- tentar cruzar o braço sobre o ombro a fim de alcançar as costas;
6- elevar o braço fazendo um ângulo de 90º em relação ao corpo;
7- atingir além do umbigo com o braço operado;
8- com auxílio de uma corda ou barabante apoiada num eixo, deve-se segurar nas extremidades e fazer movimentos para cima e para baixo
9- abrir os braços em crucifixo e depois colocar as mãos sobre a cabeça.

É o edema (inchaço) do membro superior do lado em que foi feita a retirada total ou parcial dos gânglios linfáticos da axila na cirurgia ou a irradiação dos mesmos, devido a dificuldade da drenagem de linfa ( excesso de líquidos e substâncias), sendo que até 1/3 das pacientes operadas e/ou irradiadas na axila podem desenvolver linfedema de membro superior.







Mensagem

O câncer de mama não é contagioso, portanto relacione-se!
Durante o tratamento é normal ter sentimentos de medo, solidão e revolta. O mais importante é voltar a rotina normal, dar atenção as responsabilidades do dia, sem esquecer dos prazeres. Realize atividades físicas. Discuta sempre seus sentimentos com as pessoas mais próximas. Não perca, nem deixe perder seus estímulos sexuais. Caso note dificuldades relate ao seu médico, que poderá encaminhá-la a ajuda de um terapeuta.
Enfim, a vida esta aí para ser vivida e é isso que você deve buscar fazer, tirando proveito das adversidades.

 


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